
Enquanto os jornais europeus decretam a inocência da Suíça o Brasil se cala em sua incredibilidade
Brasilfobia é uma nova doença perpetrada pela visibilidade do país de terceiro-mundo, hoje denominado emergente, no cenário internacional. Uma das supostas vítimas desse novo problema é a advogada Paula Oliveira, que afirma ter sido atacada por neonazistas na Suíça e que estava grávida de gêmeos. A reação brasileira de imprensa e governo foi subjugada pelos suíços que alegam que ela não estava grávida e que se autoflagelou para aparecer.
Ainda é cedo para arriscar um palpite final sobre o episódio, mas que fica difícil para nós entender é porque uma pessoa com visto permanente em um país central, formada em direito, se autoflagelaria com intenção de aparecer. Do mesmo modo entende-se que é de suma importância que a Suíça se prove inocente sob a acusação de xenofobia.
A resposta, especialmente da imprensa suíça, foi de indignação diante da reação brasileira. Um dos jornais com maior credibilidade, Neue Zürcher Zeitung, acusou a imprensa brasileira de inventar fatos e até prejudicar pessoas com certa freqüência, e de o povo brasileiro ser um dos mais racistas do mundo em um artigo.
Yvan Perrin, vice-presidente do partido SVP (Partido do Povo Suíço), disse à Folha de S.Paulo que o presidente Lula deve um pedido de desculpas por ter exigido uma investigação rigorosa no caso. A sigla de seu partido aparece na pele da brasileira várias vezes. E ninguém destacou o fato de o partido ter ideologia ultranacionalista.
As contra-acusações apresentadas pela suíça de que Paula não estava grávida e que teria fortes indícios de autoflagelação não foi atestada por nenhum médico brasileiro. Se isso acontecesse o caso pareceria entrar nas vias de fato além das diplomacias que não se entendem. Mas enquanto ela está hospitalizada, o país sofre o preconceito mundial não de racismo somente, mas principalmente de ser um terceiro-mundista com imprensa débil e metido a besta.
Brasilfobia é uma nova doença perpetrada pela visibilidade do país de terceiro-mundo, hoje denominado emergente, no cenário internacional. Uma das supostas vítimas desse novo problema é a advogada Paula Oliveira, que afirma ter sido atacada por neonazistas na Suíça e que estava grávida de gêmeos. A reação brasileira de imprensa e governo foi subjugada pelos suíços que alegam que ela não estava grávida e que se autoflagelou para aparecer.
Ainda é cedo para arriscar um palpite final sobre o episódio, mas que fica difícil para nós entender é porque uma pessoa com visto permanente em um país central, formada em direito, se autoflagelaria com intenção de aparecer. Do mesmo modo entende-se que é de suma importância que a Suíça se prove inocente sob a acusação de xenofobia.
A resposta, especialmente da imprensa suíça, foi de indignação diante da reação brasileira. Um dos jornais com maior credibilidade, Neue Zürcher Zeitung, acusou a imprensa brasileira de inventar fatos e até prejudicar pessoas com certa freqüência, e de o povo brasileiro ser um dos mais racistas do mundo em um artigo.
Yvan Perrin, vice-presidente do partido SVP (Partido do Povo Suíço), disse à Folha de S.Paulo que o presidente Lula deve um pedido de desculpas por ter exigido uma investigação rigorosa no caso. A sigla de seu partido aparece na pele da brasileira várias vezes. E ninguém destacou o fato de o partido ter ideologia ultranacionalista.
As contra-acusações apresentadas pela suíça de que Paula não estava grávida e que teria fortes indícios de autoflagelação não foi atestada por nenhum médico brasileiro. Se isso acontecesse o caso pareceria entrar nas vias de fato além das diplomacias que não se entendem. Mas enquanto ela está hospitalizada, o país sofre o preconceito mundial não de racismo somente, mas principalmente de ser um terceiro-mundista com imprensa débil e metido a besta.

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