domingo, 4 de janeiro de 2009

Presidente Francês, Nicolas Sarkozy coloca a França novamente no centro do Mundo

O midiático presidente francês têm ocupado valioso espaço nas manchetes internacionais em jornais de todo o mundo. Assim, tem colocado a França e sua cultura como um dos principais expoentes para o mundo globalizado dos novos tempos. O líder de Paris contou com a presidência da União Européia que terminou na última quarta-feira (31/12), e anda acompanhado de uma celebridade, sua esposa, a cantora e modelo Carla Bruni para se promover.



Além destas ajudas, Sarkozy usa a baixa popularidade dos EUA e do governo Bush para expor seu país como modelo de postura e riqueza para o resto do mundo. Dirigiu as negociações com a Rússia perante a crise na Geórgia, fez esforços para controlar a crise financeira em toda a Europa, e amanhã visita Israel em guerra para propor uma trégua aos ataques a faixa de Gaza, sempre no centro da mídia mundial.

Em visita ao Brasil recentemente, o líder francês abriu um leque de negociações que pretendem colocar o Brasil como potência militar no hemisfério Sul, mas o principal foi inaugurar o Ano da França no Brasil, para difundir a cultura francesa e retomar o apreço que os brasileiros tinham com o país antes da Guerra Fria.

Diferentemente de outros líderes mundiais, ainda em visita ao Brasil, Nicolas Sarkozy evidenciou a importância do diálogo com o Hemisfério Sul, especialmente após crises financeiras e de insumos. E disse que o Brasil precisa participar das principais decisões internacionais, o que pode não surtir efeito real imediato, mas que certamente conquista a simpatia dos mais críticos e céticos analistas.

A França possui uma história complexa de política, guerras e cultura. Com a maior concentração artística e intelectual do mundo, o país só perdeu influência após as Guerras Mundiais. Era modelo para os países em desenvolvimento e influência cultural de forma global. Agora novamente têm se destacado na Europa e no mundo com sua política liberal em época de crise de diversos setores. E também têm expandido as fronteiras entre Norte e Sul, principal ferramenta de conquista perante as crises.

Esta ação poderá trazer de volta a França ao centro do Mundo. Isso só não acontecerá se o novo presidente americano conseguir resgatar a confiança de seu país, o que não será fácil.

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