domingo, 25 de janeiro de 2009

“Congratulations Mr. President”


As palavras que decretaram o início do mandato de Barack Obama no posto mais alto do mundo não resumem o dia histórico que foi 20 de janeiro de 2009. Mais de 4 milhões de pessoas no Capitólio, o mundo assistindo pela TV, artistas presentes, presidentes, generais, pessoas comuns estavam ali para olhar de frente a esperança. Esperança de que?

Como já dito aqui, Obama tem a dura missão de ser o novo Messias, mas muitos conspiram contra seus planos de derrotar crises e guerras. O negro desconhecido filho do Quênia com nome de ditador terrorista, parece não perceber os lobos babões que estão ao seu lado querendo arrancar sua pele. Ou ele finge muito bem.

Seu discurso nada prolixo ou surpreendente demonstra sua capacidade de resumir o que milhões de pares de mãos têm de fazer para reverter a imagem dos EUA. Como já dito aqui também anteriormente, Nicolas Sarkozy, presidente francês, tem a bola da vez nas mãos. Entrevistado sobre o que espera do novo presidente americano, foi taxativo: “Que ele consiga mudar o mundo ao meu lado” falou Sarkozy.
Fechar Guantánamo foi um passo, bem pequeno é verdade, mas é um começo. Entre suas cinco prioridades, incluindo saúde e economia está “recuperar a liderança mundial”. Não que os EUA não a tenham economicamente, mas já não vendem mais o “sonho americano” como fizeram durante a Guerra Fria. Sua cultura capitalista exagerada está desgastada no pólo Sul, maior contingente e provedor de seus confortos. A Europa renasceu enquanto Bush dormia num tanque de guerra.
Obama foi a dez bailes, dançou e cochichou ao pé de ouvido da primeira dama, sorriu sereno para a TV e os EUA foram dormir com a sensação de missão cumprida. Longe dos holofotes o gueto americano continuará a sofrer sua própria repressão, financeira, conservadora, racista. A esperança que depositam junto com os esquecidos do hemisfério Sul é de que os EUA percebam que quando sobra um para alguém, é sinal que falta para outro. Funciona também com o meio ambiente.

A esperança não tem cor ou religião. É apenas um vento a favor para que mitos façam valer seus legados. A paz no Oriente Médio não devolverá a liderança mundial aos EUA, mas sim o prato de arroz e feijão na mesa dos esquecidos e ignorados do mundo. Esperamos assim, que ele já tenha percebido isso.

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