Enquanto famílias choram a polícia só enxuga gelo e sangue nos morros cariocas
Estudo feito pela Subsecretaria de Estudos Econômicos do Governo do Estado do Rio para calcular a movimentação do tráfico de drogas descobriu que são consumidos no Estado 103 toneladas por ano. São R$ 320 milhões para manter o negócio e mais de 16 mil funcionários.
A organização utiliza 1,5 % da população favelada do Estado, no entanto os consumidores estão espalhados em todos os lugares e por todas as classes sociais. Esses consumidores são responsáveis pela cifra gigantesca que mantém o negócio. São viciados da classe média que incutem o vício para os amigos, formando uma roda crescente que adoece e muitos morrem levando uma vida anti-social.
O que é difícil entender é porque o tema é tratado como problema da justiça que consome muita verba e vidas e não como problema de saúde que atinge não somente o viciado, mas seus familiares também. A polícia não atira no viciado rico que sobe o morro, mas distribui balas perdidas entre os favelados que não têm opção de esconderijo. O imenso “bolo” é repartido também com eles, e assim ninguém tem interesse em acabar com o tráfico. Exceto a mãe do viciado e da vítima da bala perdida, que apesar de freqüente, ainda são minoria.
Quero estar vivo pra ver e noticiar a queda nesse consumo brutal através de programas de recuperação e conscientização da sociedade dos problemas e conseqüências do vício. Apesar de ainda utópico, o sonho de uma sociedade mais igualitária poderia amenizar a guerra burra do tráfico carioca, mas até lá muito sangue ainda vai rolar e muitas famílias perderão entes queridos.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)

0 comentários:
Postar um comentário
Dê a sua opinião