A América do Sul carece de coragem que sobra aos cidadãos do velho continente
A Grécia viveu na última semana protestos violentos e coordenados em várias cidades por conta do assassinato de um jovem de 15 anos chamado Aléxis Grigoropoulos, morto pela polícia. Nem 10 dias depois cerca de vinte países aderiram aos protestos dos gregos expondo outras insatisfações com o governo e a falsa democracia que impera no ocidente.
A evolução da sociedade, não tão distante assim de nós, não se dá por sua tecnologia, mas principalmente pela capacidade de perceber os interesses escusos do governo. Saber que é importante estarem determinados e unidos para alcançar seus objetivos é que os diferencia de nós.
Por aqui a morte do garoto Hélio no Rio de Janeiro arrastado por bandidos preso pelo cinto de segurança, deveria despertar o interesse da sociedade em exigir o direito à segurança, reservado na sexagenária carta de Diretos Humanos da ONU. Vieram muitas outras atrocidades depois, inclusive a morte da menina Eloá, em São Paulo, vítima principalmente, de uma investida desastrosa tanto da imprensa quanto da polícia.
Não é fácil, porém, imaginar os países sul-americanos juntos por causas que infestam nossos cotidianos de tragédia, mas fato é que cabe uma pequena revolução por aqui, disso não há dúvidas. Ainda precisamos um pouco de coragem que sobram aos europeus para exigir direitos básicos, mas seria de uma ajuda infinita se alguém olhasse para o sul do hemisfério com menos compaixão e mais orgulho.
domingo, 14 de dezembro de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)

0 comentários:
Postar um comentário
Dê a sua opinião