Em todos os cantos do mundo unidos pela imprensa foi festejada neste mês a eleição histórica de Barack Obama. Recorde de comparecimento às urnas, virada em estados tradicionalmente republicanos, um negro no poder, uma campanha espetacular, a cobertura mundial. Todos esses elementos juntos foram traduzidos em esperança para a população em geral.
O cenário desafiador da situação nos EUA com as guerras e a crise financeira, dão um toque especial à imagem de Obama. Seu sorriso carismático, seu semblante sério nos pronunciamentos importantes e sua obstinação por mudança o transformaram em messias principalmente para a população pobre e excluída.
Não precisa ser muito inteligente, no entanto, para saber que um homem pode escrever a história, mas não muda o rumo das coisas sozinho. O Sonho Americano está enferrujado e a população já sabe que o desequilíbrio é prejudicial a todos, mesmo assim ninguém quer largar o osso. Obama tem a difícil missão de conciliar toda mudança anunciada sem expor seu país à derrocada moral e financeira.
Para isso já anunciou que aumentará as tropas no Afeganistão para acelerar a captura de Osama Bin Laden, diminuirá os impostos, mas não socorrerá de forma irresponsável as instituições financeiras, entre outras medidas. Vê-se através dos discursos pós-eleição que o messias ainda não chegou. De qualquer forma, o impacto cultural que sua eleição terá no país poderá produzir um Messias verdadeiro.
sábado, 22 de novembro de 2008
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