Novo Crack financeiro desvia a atenção de eleitores nos EUA e reduz megashow eleitoreiro
Eleições para presidente nos Eua vêm ganhando cada vez mais status de show, em que não somente os cerca de 300 milhões de americanos assistem, mas também o resto do mundo. Este ano, desde as preliminares partidárias aos recentes debates, a cobertura dos eventos foi massiva, inclusive para os indicados a vice. Agora, as manchetes apocalípticas da economia mundial roubam a atenção do eleitorado.
O primeiro debate entre os candidatos ocorreu no dia 27/09 e foi marcado pela demora na confirmação do candidato republicano John MacCain, que aguardava a decisão do congresso sobre a ajuda de U$ 700 bilhões ao sistema financeiro. É um marco na mudança de foco dos americanos. Desde então as manchetes cobriram as quedas seqüenciais de bolsas em todo o planeta.
O democrata Barack Obama, vê seus índices de intenção de voto aumentarem com a crise que está ligada ao governo Bush, mas ao mesmo tempo observa atento à reação dos americanos, que cobrarão muito mais do presidente eleito.
Os fogos, telões e festas milionárias do início das campanhas, aos poucos dão lugar à ação dos candidatos no papel de senadores para lidar com a crise. No último debate (07/10) as principais acusações trocadas estavam ligadas à economia. Para um eleitorado “midiatista” como o americano ou se acompanha as manchetes, ou fica fora do debate.
O glamour dos anúncios de ambas candidaturas deve ficar esquecido na corrida presidencial. Os candidatos estão mais preocupados em manter a imagem limpa para no desenrolar da crise apresentar propostas para a recuperação financeira, sem se arriscar no meio da turbulência.
domingo, 12 de outubro de 2008
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