Quem passou o ano torcendo para uma quebra do inglês em 2008 viu que seu braço continua afiado nas curvas de Hungaroring neste domingo (26). Largando em quarto e pulando para segundo na quarta volta, o inglês da MacLaren não teve trabalho para vencer depois que a Renault errou com o carro de Alonso.
O pódio ficou completo com Haikonen e Weber que fez novamente boa corrida e não fosse pelos 2 segundos a mais que perdeu nos Box poderia ter chegado na frente da Ferrari. Ferrari que hoje não teve o piloto brasileiro Felipe Massa, hospitalizado após o acidente de ontem.
As novas sensações do automobilismo seguem perdendo o brilho com a Braw GP não pontuando e a RBR completando a prova com apenas um piloto. Mais atrás, Buemi poderia ter ido melhor, mas errou no final da reta e perdeu a chance de pontuar. Apareceu no seu lugar Timo Glock marcando seu primeiro ponto na temporada e ameaçando no final da prova, Kovalainen que chegou em quinto.
Barrichelo segue apático com a décima colocação e Nelson Piquet perdendo para a escuderia, chegou em 12º.
A vibração de Hamilton lembrou as últimas curvas de Interlagos em que o carro de Glock sem rendimento deu o sexto lugar ao inglês e o campeonato daquele ano com um ponto de vantagem para Massa. Ele está de volta e pode esperar pódio para as próximas corridas também. Vale nossas preces para que Massa volte e entre na disputa com ele.
domingo, 26 de julho de 2009
domingo, 28 de junho de 2009
Notícias proibidas do Irã são divulgadas pela NET

Controle iraniano sobre a mídia escorrega nas vias ópticas da Internet, e a notícia, com as novas tecnologias, atravessa as fronteiras do conservadorismo.
O pleito para presidente no Irã reelegeu o ultra-conservador Ahmadinejad com 65% dos votos, mas a oposição, apoiada pelo Ocidente, leia-se Grã-bretanha e Estados Unidos, acusou de fraudulenta a reeleição. Protestos eclodiram na capital Teerã e a repressão, típica das ditaduras, coibiu as passeatas e foi além, prendeu jornalistas e políticos. Manifestantes, professores e outros foram surpreendidos e presos durante a noite.
Neste cenário não é difícil prever que o jornalismo seria proibido, mas ao contrário do que aconteceu no Tibet há dois anos, um veículo ficou no ar, a Internet. Através de blogs e mensagens de celular a comunicação reprimida continuou e muito do que aconteceu foi divulgado por esse meio.
É interessante observar o desenrolar deste furo tecnológico em um país de governo autoritário, como dos Aiatolas. A impressão é que o governo não quer parecer uma ditadura, mas a verdade é que a mídia do “jornalista cidadão” está expondo as fragilidades de um sistema ultrapassado, e isso para eles é ruim.
A guerra cultural suplanta até mesmo a ameaça nuclear que se tornou o Irã. Abandonar os preceitos da religião e avançar democrática e tecnologicamente, ou se fechar para o mundo e proibir as novas tecnologias de avançarem mais na corrompida revolução islâmica?
Independente das conseqüências políticas da disputa o episódio entrará para a história como o dia em que a mídia furou a “ditadura”, deixando o DIP e a propaganda Nazista absortos no passado que será lacrado pela liberdade de expressão virtual.
O pleito para presidente no Irã reelegeu o ultra-conservador Ahmadinejad com 65% dos votos, mas a oposição, apoiada pelo Ocidente, leia-se Grã-bretanha e Estados Unidos, acusou de fraudulenta a reeleição. Protestos eclodiram na capital Teerã e a repressão, típica das ditaduras, coibiu as passeatas e foi além, prendeu jornalistas e políticos. Manifestantes, professores e outros foram surpreendidos e presos durante a noite.
Neste cenário não é difícil prever que o jornalismo seria proibido, mas ao contrário do que aconteceu no Tibet há dois anos, um veículo ficou no ar, a Internet. Através de blogs e mensagens de celular a comunicação reprimida continuou e muito do que aconteceu foi divulgado por esse meio.
É interessante observar o desenrolar deste furo tecnológico em um país de governo autoritário, como dos Aiatolas. A impressão é que o governo não quer parecer uma ditadura, mas a verdade é que a mídia do “jornalista cidadão” está expondo as fragilidades de um sistema ultrapassado, e isso para eles é ruim.
A guerra cultural suplanta até mesmo a ameaça nuclear que se tornou o Irã. Abandonar os preceitos da religião e avançar democrática e tecnologicamente, ou se fechar para o mundo e proibir as novas tecnologias de avançarem mais na corrompida revolução islâmica?
Independente das conseqüências políticas da disputa o episódio entrará para a história como o dia em que a mídia furou a “ditadura”, deixando o DIP e a propaganda Nazista absortos no passado que será lacrado pela liberdade de expressão virtual.
domingo, 14 de junho de 2009
Netanyahu propõe mais do mesmo em Israel
Premiê israelense admite em discurso histórico a criação de um estado palestino, mas exige desmilitarização e mantém posição quanto aos assentamentos na Cisjordânia.
Binyamin Netanyahu disse concordar que palestinos tenham seu próprio hino, bandeira e governo, no entanto pede garantias que o Estado não possua armas ou controle de espaço aéreo e ainda pede que o Hamas seja vencido dentro da Palestina.
Porta-voz do governo de Mahumed Abbas disse que as palavras do premiê “sabotam” os esforços de paz entre as nações. Especialmente no que diz respeito à Cisjordânia e ao retorno dos palestinos refugiados ao território israelense.
O pronunciamento ocorre um mês após o presidente americano pedir uma solução para o conflito no Oriente Médio. Esse contexto indica clara intenção em não desapontar a nação que é a maior provedora de investimentos militares e econômicos do Estado Judeu. Um indício de que pode estar ocorrendo um “desvio” de intenções, já que fica claro que os palestinos não devem concordar com as exigências, especialmente na Faixa de Gaza controlada pelo Hamas.
No mesmo discurso Netanyahu diz que é importante que os palestinos de uma forma geral reconheçam o Estado Judeu legítimo, e diz que conversará com a comunidade árabe, em Beirute, Damasco e Riad. Também disse que eles não querem controlar o povo palestino, o que contradiz suas exigências.
Historicamente as fronteiras do Estado de Israel aumentaram em meio às guerras contra os árabes. Na Cisjordânia, os assentamentos ilegais controlam a água que territorialmente pertence à Palestina. Sem falar na capital Jerusalém, reivindicada pelas duas nações. Tais elementos colocam o inusitado e histórico discurso no mesmo patamar das outras tentativas de acordos, como Oslo e Wye River.
Em Abril na PUC, o professor José Arbex Junior disse em palestra que a solução para o conflito a curto e médio prazo não existe. No mesmo local o médico e ativista palestino Dr. Abdel Latif disse que o povo palestino não espera menos que a devolução total do território.
O passo foi importante, mas será preciso muito mais para a sonhada paz no Oriente Médio. Ahmadinejad continuará apontando lanças para Israel; Hezbolah e outros partidos fundamentalistas em ascensão devem continuar no encalço de Israel. Ou seja, o discurso ainda renderá muitas pautas, mas não deixa de ser mais do mesmo para o conflito histórico.
Binyamin Netanyahu disse concordar que palestinos tenham seu próprio hino, bandeira e governo, no entanto pede garantias que o Estado não possua armas ou controle de espaço aéreo e ainda pede que o Hamas seja vencido dentro da Palestina.
Porta-voz do governo de Mahumed Abbas disse que as palavras do premiê “sabotam” os esforços de paz entre as nações. Especialmente no que diz respeito à Cisjordânia e ao retorno dos palestinos refugiados ao território israelense.
O pronunciamento ocorre um mês após o presidente americano pedir uma solução para o conflito no Oriente Médio. Esse contexto indica clara intenção em não desapontar a nação que é a maior provedora de investimentos militares e econômicos do Estado Judeu. Um indício de que pode estar ocorrendo um “desvio” de intenções, já que fica claro que os palestinos não devem concordar com as exigências, especialmente na Faixa de Gaza controlada pelo Hamas.
No mesmo discurso Netanyahu diz que é importante que os palestinos de uma forma geral reconheçam o Estado Judeu legítimo, e diz que conversará com a comunidade árabe, em Beirute, Damasco e Riad. Também disse que eles não querem controlar o povo palestino, o que contradiz suas exigências.
Historicamente as fronteiras do Estado de Israel aumentaram em meio às guerras contra os árabes. Na Cisjordânia, os assentamentos ilegais controlam a água que territorialmente pertence à Palestina. Sem falar na capital Jerusalém, reivindicada pelas duas nações. Tais elementos colocam o inusitado e histórico discurso no mesmo patamar das outras tentativas de acordos, como Oslo e Wye River.
Em Abril na PUC, o professor José Arbex Junior disse em palestra que a solução para o conflito a curto e médio prazo não existe. No mesmo local o médico e ativista palestino Dr. Abdel Latif disse que o povo palestino não espera menos que a devolução total do território.
O passo foi importante, mas será preciso muito mais para a sonhada paz no Oriente Médio. Ahmadinejad continuará apontando lanças para Israel; Hezbolah e outros partidos fundamentalistas em ascensão devem continuar no encalço de Israel. Ou seja, o discurso ainda renderá muitas pautas, mas não deixa de ser mais do mesmo para o conflito histórico.
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